domingo, 12 de setembro de 2021

APRENDER BRINCANDO: UNIVERSIDADE DESENVOLVE JOGOS DIGITAIS PARA AUTISTAS

Alunos do curso de engenharia e jogos digitais da Universidade Veiga de Almeida (UVA) desenvolveram jogos para pessoas com Transtorno do Espectro Autista. De forma lúdica, os jogos contribuírem para a tomada de decisões desse grupo, os ajudando a compreender o mundo. Além disso, fornecem ferramentas para os familiares e professores, para ajudá-los a conduzir situações do dia a dia.

Uma em cada seis crianças têm TEA, totalizando uma população de 70 milhões de pessoas no mundo que estão dentro do espectro. Sendo assim, o grande número de autistas.

Os jogos foram desenvolvidos na disciplina comandada pelo professor, Thiago Gabriel, nos cursos de Engenharias e Ciência da Computação na UVA, que é ofertada no primeiro semestre de cada ano. “No curso de jogos digitais, temos muitos autistas e foi uma forma de trazer o tema, sem agredi-los, e eles mesmos se sentirem envolvidos.”

Dentro do tema proposto pelo professor os alunos poderiam desenvolver o jogo como quisessem. Em um processo de quatro meses, que passou por pesquisas, entrevistas, testes e validações, os alunos desenvolveram quatro jogos. Todos eles com cenários, narrativas, cores e design pensados especialmente para autistas.

OS JOGOS

O jogo "Guardião Enri" foi desenvolvido pelos alunos Daniel Porto, Bernardo Barcelos e Juliana Gomes. Nele, o jogador controla Enri, um garoto que estuda com Davi, um garoto autista, e procura ajudá-lo em diversas dificuldades que o colega encontra na escola, como barulho alto e o bullying.

Em determinado ponto do jogo, o jogador só consegue completar a fase pedindo ajuda de um adulto, para incentivar as crianças a sempre buscarem apoio de um responsável para problemas que não consegue resolver sozinhos, como o próprio bullying. Com isso o jogo tenta promover a interação das crianças entre si, com os professores e com o ambiente.

A inspiração veio da vivência da própria aluna, Juliana, que estudou com um colega autista no ensino fundamental e que demonstrava querer interagir com os colegas, mas se retraía frente à implicância das outras crianças.

Outra fonte de inspiração foi o filho de um colega de Juliana, que também está no espectro autista. Durante o processo de criação do jogo, as fases eram mostradas para a criança que validava o funcionamento da plataforma.

Yan Gabriel Telles desenvolveu "A Grande Aventura de Ronaldo", pensado para ajudar as pessoas autistas a superarem os próprios problemas. O jogo, recomendado para maiores de 10 anos, apresenta três desafios: o toque, representado por familiares que querem abraçá-lo, o barulho, representado pelos morcegos, e a autoridade, representada pela. Segundo Yan, o jogo não é sobre um autista, é sobre um garoto que tem problemas e é autista.

Yan utilizou seu conhecimento pessoal para o desenvolvimento do jogo. A convivência pessoal com a namorada, que tem Asperger, condição que se enquadra no espectro autista, e um amigo, que o auxiliou na fase de testes e validou a funcionalidade do projeto. Yan conta que a maior dificuldade foi achar informações consistentes para pesquisa na internet.

Os alunos Lucas Moura Silva, Pedro Vinícius e Kai Paiva desenvolveram o "Memory Game", que visa estimular a memória do jogador de 5 a 10 anos. Como a questão visual é muito importante para pessoas no espectro, os desenhos e cores foram escolhidos para proporcionar sentimentos positivos.

Fonte: Estado de Minas

Foto: Reprodução

2 comentários:

  1. Vou incentivar o Yago a jogar, que maravilha

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    1. Segue o link dos jogos produzidos pelos acadêmicos da UVA: https://juliana-gomes.itch.io/guardio-enri

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