A nova geração de talentos do futebol brasileiro está conquistando espaço muito antes de chegar aos grandes estádios. Kauan Basile, Marcelinho, Flora e outros garotos das categorias de base acumulam milhares e, em alguns casos, milhões de seguidores, protagonizam vídeos que viralizam e já despertam o interesse de grandes marcas. A fama precoce transformou as redes sociais em uma espécie de vitrine para jovens jogadores, que passaram a ser acompanhados não apenas pelo talento dentro de campo, mas também pelo alcance que conseguem construir fora dele.
O fenômeno, porém, acende um alerta entre profissionais responsáveis pela formação. Clubes começam a discutir limites para o uso de celulares e redes sociais nos centros de treinamento, diante da preocupação de que a exposição excessiva e a pressão por engajamento possam interferir na concentração, nos estudos, na convivência e no desenvolvimento esportivo. O desafio é encontrar o equilíbrio entre as oportunidades proporcionadas pela visibilidade digital e a preservação da formação de crianças e adolescentes que ainda estão dando os primeiros passos no futebol.
Foto: Gemini

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